O protestantismo cresceu rapidamente por toda a Europa, atraio novos adeptos e inspirou outros movimentos como o puritanismo e os anabatistas, entre outros. Deixou marcas profundas na sociedade, marcou o fim da idade média, inaugurou a imprensa. Deixou marcas profundas no Cristianismo.
De lá pra cá a Bíblia foi traduzida para as linguas vulgares da Europa e expandida para os leigos, foi facultado ao clero o matrimônio e a venda de indulgencias cessou, as imagens foram retiradas dos templos, a oração pelos mortos foi proibida e a infalibilidade papal foi questional, dentre ouras reformas liturgicas e doutrinarias que marcaram a reforma e as igrejas protestantes. Surgiram daí as igrejas reformdas tradicionais e destas surgiram as pentecostais, paro por aí, pois as seguintes não sei se podem ser enquadradas na mesma escola.
Reforma polítca, economica, social e religiosa que começou com um ato de protesto. A voz cansada e revoltada de um religioso que não se conformava com a sua época. O protesto de um homem que via seus horizontes com olhos criticos e questionadores de quem sinceramente desejava ver Deus numa sociedade corrompida e depravada, numa religiosidade morna num era de trevas.
Entretanto, hoje pouco se pode ouvir do protesto agudo e ousado de Martinho Lutero. Quase 500 anos depois, o máximo que conseguimos perceber são os ruidos distantes perdidos na história, pois o barulho das engrenagens enferrujadas da igreja que um dia foi reformada nos ensurdesse. Quanto do que conquistamos ainda nos resta? Quanta terra ainda ficou por conquistar?
Somos protestantes que não protestam mais! Não protestamos contra a violência e a desigualde social. Não protestamos contra o aborto, o hossexualismo e a pornografia. Não protestamos mais contra a corrupção e a exploração do trabalho infantil. Não protestamos mais contra líderes religiosos mecenarios e charlatões que estão em nosso proprio meio. Não protestamos contra a frieza espiritual pois já mergulhamos de novo nas aguas mornas da reliogiosidade.
Quantas teses precisaremos fixar nas portas das igrejas Batistas, congregacionais, presbiterianas, metodistas, Assembleia de Deus e tantas outras. Não vale a pena citar uma por uma pois a lista é grande demais para qualquer um tentar contar?
Neste dia em que comemoramos (Se é que algum crente ainda se lembra desta data) a Reforma Protestante só há uma palavra que precisamos urgentimente gritar: EU PROTESTO! Protesto contra os métodos e os sistemas, protesto porque assim como aquele monge alemão desejo mais do que tudo ver Deus ainda presente mesmo que nesta sociedade pervertida, mesmo que nesta igreja morna. Protesto porque a Biblia precisa ser redescoberta, porque os idolos do coração precisam ser novamente quebrados, porque a infalibilidade sacerdotal precisa ser questionada.
Protesto porque acredito que existe um remanescente, porque acredito numa nova reforma, porque eu acredito que os pilares podem ser restaurados..
Sola Gratia, Sola Fide, Sola Escriptura, Solo Cristo e Soli Deo Gloria.

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