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15 agosto 2011

Piratas do Caribe 4 - Navegando em águas (MUITO) profundas












Fim de Semana Passado fui assistir o novo filme da série Piratas do Caribe, intitulado "Navegando em águas misteriosas", de maneira geral o esperado 4º filme da série "Piratas do Caribe", não decepcionou os fãs. O humor sutil e elegante de Johnny Depp, como sempre, deu toque especial à trama.


Depois de enfrentar marujos amaldiçoados, o terrível craquer e o baú de Dave Jhones, desta vez o capitão Jack Sparrow está em busca da Fonte da Juventude, antes, porém, vai a Londres para resgatar Gibbs, ex-tripulante do Pérola, lá se encontra com Angelica, uma ex-namorada que estava usando seu nome para alistar uma tripulação. A Jovem é filha de nada mais nada menos que do pirata Barba Negra, que está com os dias contados e por isso também deseja a famosa Fonte. De quebra o capitão Barbossa, que agora trabalha para o império britânico, também deseja a mesma coisa.

Entre uma confusão e outra, muita luta de espada e é claro os passinhos apressados e muito suspeitos do capitão Sparrow, além de Sereias assassinas e outras figuras estranhas. A mais estranha delas porém foi um missionário cristão que apareceu como prisioneiro de Barba Negra a bordo do Vingança da Rainha Ana, por "Falar continuamente de seu Deus Todo-Poderoso". E foi aí que eu realmente comecei a prestar atenção no filme e deixo aqui minhas impressões pessoais.

 Ao ouvir o nome "Deus Todo-Poderoso" meus ouvidos despertaram, se estavam falando do meu Deus eu tinha que saber o que era, ainda mais se tratando da Disney. Não pude deixar de notar o tom religioso que o filme ganhou a partir daí e em nenhum outro filme da série o gostinho de sátira religiosa foi tão evidente. Já se havia discutido sobre maldição e morte e até mesmo sacrifício de sangue, mas agora foi diferente, o nome Santíssimo de Deus foi pronunciado e me incomodou profundamente que tenha sido de forma tão inadequada e leviana. O próprio Jackie se surpreende ao ouvir falar que alguém estava falando da Bíblia naquele navio. Me questiono, se a Palavra de Deus não é bem vinda em algum lugar, será que nós cristãos seremos? Seria este lugar adequado para nós?

Do início ao fim do filme falou-se de um tal "Ritual Profano", que incluia uma lágrima de sereia, água da fonte da juventude, dois cálices e uma vítiva de quem os anos de vida seriam tirados. Rituais sempre foram o ponto alto dos filmes Piratas do caribe: quem não se lembra do sangue de Turner sobre as moedas de ouro maldiçoadas e das palavras mágicas para libertar Calípso? Entretanto nesta última história o termo "profano" é destacada, enfatizando sua conotação religiosa em oposição direta ao missionário cristão, e termo caiou muitíssimo bem, visto que realmente lembra os antigos rituais pagãos de magia negra. Mas o ritual da fonte não foi o único que se destacou, uma seção de voodoo foi muito bem trabalhada com bonequinho e tudo.

Outro elemento marcante é a presença da Cruz, em colares e pendentes de cabelo que terminavam de compor o cerário religioso-profano do filme. A cruz é o símbolo maior do cristianismo, seu significado para nós vai além da devoção, fala de Cristo e do que ele fez por nós. Expor a cruz dessa forma é no mínimo blasfêmia. Mas os elementos cristãos não pararam por aí, eles foram personificados de maneira clara na pessoa do missionário, que passou a representar o bem em oposição ao mau tipificado no estilo Pirata. O problema é que o missionário era uma figura frágia e franzina, cujo fim foi incerto, ao passo que o herói do filme, Sparrow, permaneceu no time dos piratas. Ao longo da trama, o missionário integrou um debate constantemente trazido à tona: Todos podem ser salvos? Uma hora ele respondeu que sim, outra hora que não! A salvação do corpo físico metaforizava a salvação da alma, que acabou se tornando um dos temas centrais do filme, a salvação por merecimento próprio, quem merece ser salvo? Havia esperança para o Barba Negra? Parece que não, e para o missionário também não.

Se gostei do filme? Não! A história é boa e o humor é inegável, mas nada que justifique ver jogado no lixo valores e princípios cristãos e ver o nome de Deus profanado publicamente, não vale a pena financiar e estimular esse tipo de produção, sempre fui meio desconfiada com a série Piratas do Caribe, mas dessa vez ele realmente ousaram navegar por água muito profundas, espero que os cristãos tomem uma atitude de protestar e  realmente boicotar o filme e que Deus não tenha por inocente aqueles que tomaram seu nome em vão.

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